Caracterização / Aspectos Físicos

Rede de Drenagem

A BHRC é composta pelas principais microbacias a saber: Tigre, Campinas, Vermelho, Quiriri, Seco, Isaak, Prata, Fleith, Kunde, Lindo, Alandf, Tromba, do Braço e, Mississipi (Mapa). Com exceção dos rios do Braço e Mississipi que possuem suas nascentes em altitudes variando de 250 à 18 metros, todos os outros rios são caracterizados por terem as suas nascentes em cotas altimétricas elevadas, em geral acima de 700 metros.

O quadro abaixo resume as principais características da geomorfologia fluvial da BHRC.

Quadro 01: Características da rede hidrográfica da BHRC.

• Área (A): 492 Km²
• Perímetro (Km): 192 Km
• Raio ( R ):12,51
• Tipo de rio: Subseqüente - canal principal
• Padrão de drenagem: Dendrítico, Paralelo
• Hierarquia Fluvial: até 5ª ordem*
• Relação de Bifurcação (Rb): 4,1
• Densidade de Drenagens (Dd): 1,09 Km/Km²
• Coeficiente de Compacidade (Ig): 2,44
• Ìndice de Conformação ( If): 0,28
• Coeficiente de Manutenção (Cm): 917,41 m²
• Comprimento do rio principal: 88 Km
• Comprimento do canal novo: 14 Km
• Comprimento da Bacia: 42 Km
• Altitude máxima: 1537 m
• Altitude mínima: nível do mar
• Amplitude altimétrica (Hm): 1537 m
* Segundo STRAHLER (1952) na escala 1:50.000

A bacia do rio Cubatão drena diferentes compartimentos topográficos, por esse motivo possui dois principais padrões de drenagens: dendrítico e paralelo (Mapa).

O padrão dendrítico ou arborecente, ocorre no alto curso da BHRC, principalmente no embasamento compreendido entre os granitos Morro Redondo e Dona Francisca. O padrão de drenagem paralela localiza-se em áreas onde há presença de vertentes com declives acentuados ou, onde existem controles estruturais que motivam a ocorrência do espaçamento regular, quase paralelo das correntes fluviais. Este tipo é bastante comum em áreas de falhas paralelas ou regiões de lineamentos topográficos paralelos, no caso dos vales compreendidos entre os rios Lindo e Seco (Mapa), condicionados por lineamentos com direção NE/SW. Ocorrem com freqüência no baixo curso do rio Cubatão, ou seja, na planície costeira meandros abandonados.

A bacia do rio Cubatão possui um razoável número de segmentos e ramificações devido a diversidade do relevo e de seus condicionantes estruturais (Quadro 02).

Quadro 02: HIERARQUIA FLUVIAL

Comprimento dos caudais (Km) Número de Caudais

1ª ordem: 340 248
2ª ordem: 121 62
3ª ordem: 14 16
4ª ordem: 33 4
5ª ordem: 30 1

Total: Sl 538 331

Dentre os vários índices que são utilizados para determinar a forma das bacias destacam-se o coeficente de Compacidade ou Índice de Gravelius (Ig), quanto maior for o índice de compacidade, mais irregular será a forma da bacia. O coeficiente de compacidade igual a 1 corresponderá uma bacia circular com tendências para enchentes na sua parte central. A bacia do Cubatão possui um coeficiente de compacidade de 2,44 (Quadro 01), possui uma forma triangular com tendências para inundações, principalmente em seu baixo curso.

Visando demonstrar a forma de declividade ou gradiente do talvegue principal da bacia foi construído um perfil longitudinal do canal principal, pode-se constatar a irregularidade deste perfil, já que o rio nasce em altitudes em torno de 1200 m drenando o seu alto curso até encontrar a escarpa da Serra do Mar, com um desnível de 700 m encontrando a planície, onde percorre aproximadamente 40 Km até a sua foz na Baía da Babitonga. No perfil, com exagero na escala vertical, percebe-se claramente essa mudança, demonstrando a alta declividade da escarpa oriental da serra.


Autor: Reginaldo José de Carvalho